Reabilitação Auditiva

A habilitação/reabilitação da pessoa com deficiência auditiva está entre as quatro modalidades de atendimento oferecidas pelo Centro Especializado em Reabilitação Antônio de Oliveira e Oficina Ortopédica – CER IV Contagem/APAE-BH. Os profissionais envolvidos no processo de habilitação/reabilitação da pessoa com deficiência auditiva possuem um olhar diferenciado para além de suas incapacidades, buscando sempre a melhora da funcionalidade do usuário.

Em qualquer um dos diferentes ciclos de vida (infância, adolescência, fase adulta e envelhecimento), a pessoa que apresenta dificuldade de comunicação devido à deficiência auditiva será avaliada por uma equipe multiprofissional que segue o modelo proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS): Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. A equipe é composta por otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social e neurologista.

Os profissionais envolvidos neste processo realizam consultas, exames audiológicos, diagnóstico, seleção, adaptação e concessão do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). Após a conclusão do diagnóstico é definida a melhor conduta, dentre elas a indicação do uso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), o Implante Coclear (IC), ou o tratamento medicamentoso ou cirúrgico.  

Os usuários que apresentam indicação, além de serem beneficiados com o AASI, recebem também o Sistema de Frequência Modulada Pessoal (Sistema FM), conforme a Portaria Nº 1.274, de 25/06/2013, do Ministério da Saúde.

Esses usuários beneficiados com o AASI e/ou IC e que apresentam indicação, têm direito à terapia fonoaudiológica individual e/ou em grupo, semanalmente, com o objetivo de estimular as habilidades auditivas, de fala e de linguagem.

Ao serem encaminhados para terapia fonoaudiológica, os profissionais utilizam protocolos padronizados e após a avaliação elaboram o Projeto Terapêutico Singular (PTS), onde apresentam as estratégias mais indicadas para melhorar a autonomia, funcionalidade, qualidade de vida, independência e participação social do usuário, respeitando sempre suas necessidades individuais e de sua família.

Para que o processo de habilitação/reabilitação tenha êxito, os familiares são orientados a continuarem o trabalho no ambiente domiciliar e, para que isso aconteça, o engajamento familiar durante todo o processo é fundamental. Enfim, a boa relação entre terapeuta, usuário e família auxilia no alcance dos objetivos propostos no PTS e, consequentemente, na alta dos atendimentos.

Dayane Leal

Gerente da Reabilitação Auditiva e Visual do CER IV

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