Thalita Cavalcante, fonoaudióloga do serviço de habilitação/reabilitação da pessoa com deficiência auditiva do CER IV

A modalidade de habilitação/reabilitação auditiva do CER IV Contagem /APAE BH oferece aos usuários um trabalho importantíssimo de desenvolvimento da comunicação para crianças, jovens e adultos que apresentam perda auditiva. “Através de palavras, eu estimulo o desenvolvimento do discurso de fala para que eles consigam se comunicar com as pessoas”, explica Thalita Cavalcante, fonoaudióloga do serviço de habilitação/reabilitação da pessoa com deficiência auditiva do CER IV.

Apesar de o trabalho que a fonoaudióloga exerce com o usuário no CER IV não ser o de lecionar LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) propriamente, Thalita ensina alguns sinais da língua para os usuários, assim como ensina palavras que possam ajudar no desenvolvimento da LIBRAS e aprimorar a comunicação com pessoas ouvintes.

“Isso acontece de forma concomitante”, explica Thalita. “Da mesma forma que eu estimulo a fala e a linguagem em português, é estimulada também a língua brasileira de sinais.”

Na rotina de atendimento, assim que recebe o usuário na sala de terapia, Thalita explica em LIBRAS as atividades que serão exercidas naquele dia e, em seguida, ela trabalha as habilidades auditivas e de linguagem. Desta forma, o usuário recebe toda a orientação necessária para realizá-las.

A usuária Luísa Luna Lopes Brandão em atendimento no CER IV/APAE BH.

 

É importante que, ao avaliar um usuário, especialmente uma criança, a fonoaudióloga saiba qual língua ele utiliza, senão as explicações não serão compreendidas. “Se o usuário não sabe LIBRAS nem a língua oral, eu utilizo sinais de partes do corpo, desenhos de animais, de objetos de casa, tudo o que faz parte do cotidiano deles. Posteriormente, ensino também o uso de palavras, com o objetivo de fazer uma melhor associação. Assim ele consegue aprender tanto a linguagem falada quanto a LIBRAS”, conta Thalita.

A fonoaudióloga do CER IV explica que quando a criança tem conhecimento, mas a família decide não participar ativamente da estimulação auditiva e da estimulação de sinais, isso irá comprometer substancialmente o desenvolvimento, a evolução e o progresso dessa criança. Ressalta Thalita.

LIBRAS

Segundo Thalita, está comprovado que as crianças com perda auditiva de grau profundo têm muito mais facilidade em aprender e adquirir LIBRAS como primeira língua do que o Português. A datilologia (comunicação através de sinais feitos com os dedos-alfabeto manual) é o pontapé inicial para a LIBRAS. É como no caso da língua portuguesa em que os alunos aprendem primeiro as letras para depois formar sentenças.

Em Libras faz- se o uso da datilologia, que é uma maneira de soletrar palavras com as mãos, utilizando o alfabeto manual, no qual aplica- se principalmente diante de nomes próprios, já que em Libras existem sinais para quase todas as palavras conhecidas.

De acordo com Thalita, existe uma falsa ideia de que a criança que aprende Libras não fala. “O que acontece é exatamente o contrário: quando aprende LIBRAS, a pessoa se sente motivada a falar, a conversar… Eles sentem falta de se comunicar, de fazer leitura orofacial e de articular os fonemas. Eles querem entrar no mundo dos ouvintes da mesma forma que a gente tenta entrar no mundo deles”.

Quanto mais interação a criança tiver, melhor para o desenvolvimento dela. A LIBRAS é importante? Sem sombra de dúvidas. Mas também é importante estimular as habilidades auditivas e de linguagem para que essa criança seja inserida no “mundo dos ouvintes”, avalia Thalita.

ALTA

A alta dos usuários do serviço acontece quando a fonoaudióloga percebe que eles já conseguem se comunicar de maneira funcional tanto em LIBRAS quanto oralmente, considerando suas limitações. “Geralmente recomendo a família a dar continuidade ao aprendizado da língua de sinais através de um curso de LIBRAS”, pontua Thalita.

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