O Serviço de Acolhimento Institucional Casa Lar, executado pela APAE BH, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), acolhe pessoas com deficiência intelectual e múltiplas. Atualmente são, ao todo, 50 moradores divididos em oito casas lares.

Como um serviço de acolhimento, temos como responsabilidade primordial garantir proteção integral aos usuários, sem interrupção. Face a atual pandemia global, torna-se ainda mais necessário garantir a oferta regular de nosso serviço e redesenhar nossa forma de atuação.

Acreditamos que, quanto maior o contato virtual, o fortalecimento dos vínculos entre equipe técnica, moradores e demais funcionários tais como mães sociais, pais sociais e auxiliares, mais preparados estaremos para enfrentar os novos desafios com reflexão e resiliência.

A Psicologia reinventou seu trabalho, mantendo contato com os moradores de forma assíncrona e síncrona. Os atendimentos individuais continuaram por meio de chamada de vídeo e contato telefônico, de forma personalizada, com objetivo de promover melhor qualidade de vida e manejo do estresse dos acolhidos e funcionários. Além de uma escuta empática, auxilia os moradores com formas de enfrentamentos e recursos para lidar melhor com esse momento tão atípico.

Também de forma assíncrona estão sendo enviados vídeos de dicas, atividades para melhorar a saúde emocional, técnicas de respiração e relaxamento a fim de auxiliar no controle da ansiedade, sintoma tão visto e descrito pelos moradores e mães sociais durante este período, contribuindo assim para superação das inquietações e preocupações.

Com as visitas presenciais mais restritas, os acompanhamentos continuaram por contato telefônico e chamada de vídeo semanalmente com as mães sociais, orientando técnicas de manejos comportamentais, colhendo informações e criando estratégias de intervenções para responder as demandas apresentadas.

O Serviço Social também precisou fazer adaptações diante do novo cenário: foram intensificados os contatos telefônicos e, inclusive, chamadas de vídeo tanto com as mães sociais quanto com os próprios moradores, com o objetivo de promover a interação, fortalecer os vínculos, além de alterar a rotina deles e até mesmo diminuir eventual ociosidade. Vale ressaltar que, antes da pandemia, os moradores tinham um cotidiano mais ativo, com alguns deles indo para academia, idas à shopping, cinemas, etc.

Para contornar as dificuldades impostas pelo isolamento social, foram feitos vídeos motivacionais para a sugestão de jogos e atividades lúdicas que proporcionassem o desenvolvimento de algumas habilidades, sejam elas físicas ou mesmo a memória. Os contatos telefônicos por sua vez tiveram como objetivos principais esclarecer dúvidas, fazer alguns informes rápidos e saber como estava o andamento geral das Casas Lares.

O cenário econômico abalado e o desemprego crescente tornaram necessárias algumas intervenções com aqueles moradores que exerciam alguma atividade laborativa, no sentindo de orientar em que consistiam férias, antecipação de férias e férias coletivas. É importante ressaltar que neste período uma das moradoras foi acompanhada para sua entrevista de emprego, mantendo assim, dentro do possível, a continuidade dos vínculos empregatícios, valorizando os moradores e melhorando até mesmo sua autoestima.

Cabe destacar que o contato com a rede socioassistencial também foi intensificado com trocas de informações e experiências. Dessa forma, mantivemos a integração dos moradores com a rede de proteção básica, garantindo sua inserção no contexto social e, em última análise, promovendo e assegurando seus próprios direitos.

A Nutrição, que também atua como apoio técnico na Casa Lar, remodelou a proposta de acompanhamento dos moradores, de modo a manter os atendimentos, ainda que à distância. O monitoramento da alimentação nas casas se manteve a partir de ligações telefônicas semanais, com orientações realizadas às mães sociais e também com atendimentos individuais para alguns dos moradores.

O contexto da pandemia trouxe impactos importantes sobre o comportamento alimentar dos moradores, tendo em vista a alteração brusca de suas rotinas. A Nutrição vem buscando minimizar os aspectos negativos dessas mudanças, ao mesmo tempo em que atua para manter uma alimentação de boa qualidade e perfil nutricional adequado dos moradores.

Para tanto, tem sido mantido o auxílio nos pedidos de compra de gêneros alimentícios para as Casas, além da interface com os parceiros Banco de Alimentos de Belo Horizonte e Mesa Brasil SESC-MG, fundamentais para mantermos a oferta de um cardápio rico e variado para os moradores nesse momento tão difícil.

Dessa forma, apesar de não estar tão presente fisicamente na rotina dos moradores e funcionários das Casas Lares, a equipe técnica tem se dedicado para manter ativo o trabalho necessário e se reinventado para tentar nos manter próximos e conectados.

Estamos dando uma pausa do abraço, mas o cuidado permanece.

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Por:
Leonardo Morais – Assistente Social
Fernanda Abreu – Psicóloga
Maysa Marques – Nutricionista

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