
O Dia Internacional da Pessoa Surdocega, celebrado em 27 de junho, tem como objetivo ampliar o conhecimento da sociedade sobre a surdocegueira, dar visibilidade às pessoas com essa condição e reforçar a importância da garantia de direitos, da acessibilidade e da inclusão.
A surdocegueira é uma deficiência única, caracterizada pela associação de perdas na visão e na audição em diferentes graus. Ela não deve ser entendida apenas como a soma de duas deficiências, pois apresenta necessidades específicas de comunicação, orientação, mobilidade e acesso às informações, exigindo estratégias e apoios especializados.
As causas da surdocegueira podem ser congênitas, quando presentes desde o nascimento, ou adquiridas ao longo da vida em decorrência de doenças, acidentes, síndromes ou do processo de envelhecimento. Como existem diferentes combinações entre os níveis de perda visual e auditiva, cada pessoa desenvolve formas próprias de interação com o ambiente e de comunicação.
Entre os recursos que favorecem a participação e a autonomia estão a Libras Tátil, o alfabeto manual tátil, os objetos de referência, a comunicação alternativa e ampliada, além do acompanhamento de guia-intérpretes e de profissionais capacitados para mediar a comunicação e o acesso aos diferentes espaços sociais.
O acesso à educação, à saúde, ao trabalho, à cultura e ao lazer depende da eliminação de barreiras e da oferta de recursos de acessibilidade. Quando esses apoios são garantidos, as pessoas surdocegas ampliam suas possibilidades de aprendizagem, comunicação, autonomia e participação na vida em comunidade.
Na APAE BH, reconhecer as necessidades específicas das pessoas com surdocegueira significa fortalecer práticas inclusivas que respeitem a individualidade de cada pessoa e promovam o desenvolvimento de suas potencialidades.