Todo ano, no período de 21 a 28 de agosto é comemorado por toda Rede Apaeana a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, este ano a campanha é regida pelo tema “Superando as Barreiras para Garantir a Inclusão”.
A ideia é chamar a atenção dos brasileiros para o fato que, apesar de todos avanços conquistados por meio de legislações e políticas públicas, as pessoas com deficiência ainda encontram barreiras para terem a sua inclusão na sociedade.

De acordo com o artigo 4º da Lei Brasileira de Inclusão que diz que: “Toda pessoa com deficiência tem direito a igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação” no entanto, na prática, o que se vê são muitas barreiras que impedem ou dificultam a inclusão de forma efetiva.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) as barreiras são mais que apenas obstáculos físicos.

Elas são “Fatores no ambiente de uma pessoa que, por sua ausência ou presença limitam o funcionamento e criam incapacidade”. São elas: urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas comunicações, nas atitudes e na informação e as tecnológicas. Porém, as que causam maior impacto são as atitudinais, que se referem a atitudes e comportamentos que impedem ou prejudicam a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas.

As Barreiras atitudinais são dificultadores no acesso de pessoas com deficiências a lugares variados, porem ao contrário de outras, as barreiras atitudinais não existe de forma física, mas sim de atitudes preconceituosas ou de não inclusão por parte de outros frequentadores do mesmo espaço.

Essas atitudes podem ser conscientes ou não, derivadas de um preconceito explicito ou não. O termo se relaciona com o conceito de Capacitismo, uma forma de preconceito contra as pessoas com deficiência em que julgamos que eles sejam incapazes ou que tem a necessidade de serem tuteladas por uma incapacidade de conviver ou realizar atividades.

Presentes no dia a dia, mesmo em pleno século 21, essas barreiras são as mais comuns e estão firmadas – sejam explícitas ou não, sejam intencionais ou não –, por exemplo, em ações, omissões e discursos preconceituosos, pejorativos e estigmatizados que, devido às suas capacidades de inibir, coibir, oprimir, desencorajar, entre tantos outros fatores negativos, ocasionam a exclusão e a segregação das pessoas com deficiência nos ambientes sociais, tais como nas escolas e no mercado de trabalho, e até nos lares.

As barreiras atitudinais se relacionam com a forma como se compreende a deficiência na sociedade. A deficiência e as capacidades das pessoas com deficiências são pensadas em termos do que lhes “falta”, característica de uma deficiência e se relaciona com a ideia de corpos normativos, como no conceito de Capacitismo.

Durante a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e múltipla, a sociedade é convidada a estender seu olhar sobre a causa e repensar velhos hábitos, que por mais despretensiosos que pareçam, pode ser mais um muro criado entre a sociedade e as pessoas com Deficiência.

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