Autodefensoria é um movimento desenvolvido pelas APAEs, que busca promover com os usuários, pessoas e famílias, a compreensão e a defesa de seus direitos buscando a sua concretização. O autodefensor tem a função de defender os seus interesses e de seus pares sugerindo ações e aperfeiçoamento. Ele é o porta-voz de seus companheiros na diretoria da instituição e na sociedade.

O Programa de Autogestão e Autodefesa da APAE BH, agora remodelado, visa apoiar o usuário na construção da própria identidade, valorizando sua história de vida, do conhecimento do mundo em que se vive. A partir deste conhecimento se tem a possibilidade de exercer a autodefesa e saber aplicar, nos fatos cotidianos, os próprios direitos e deveres. É importante dar voz à pessoa com deficiência, favorecer a autonomia e a participação social dentro do próprio contexto familiar, na instituição e em espaços de discussão.

O novo Programa de Autodefesa e Autogestão terá duração de um ano, ministrado duas vezes por semana. Além disso, haverá encontros mensais com o núcleo familiar de cada usuário, pois é muito importante ter a família como parceira e como apoio da pessoa com deficiência. Durante o período de distanciamento social decorrente da pandemia, os encontros serão feitos por teleatendimento e assim que tudo voltar ao normal todos irão se reunir presencialmente na sede da APAE BH.

A instrutora de referência será a Mirtes, e o Programa também contará com o apoio técnico dos setores de Psicologia, Terapia Ocupacional e Assistência Social.

Na semana passada, toda a equipe do Programa se reuniu com as famílias dos usuários para explicarem com detalhes os avanços que a nova metodologia irá oferecer.

As gerentes Elen e Izabella explicaram para as famílias e usuários como será o funcionamento do programa e do conteúdo: o Módulo 1, “Quem sou eu”, tem como objetivo possibilitar que o autodefensor se reconheça como pessoa, perceba suas possibilidades, seus desejos, suas preferências, habilidades e também suas limitações. Já o módulo 2, “Eu e o outro”, pretende potencializar a vivência coletiva, as trocas, os limites do outro e as relações interpessoais. Já o Módulo 3, “Eu e o mundo”, tem como propósito ampliar a concepção de coletivo, trabalhando a participação social e a defesa de direitos.

“Nós vamos estimular o autoconhecimento e o conhecimento do outro, favorecendo a autonomia e a participação social de forma efetiva, tornando a inclusão um processo natural, com rompimento de barreiras físicas e de atitudes e levando as pessoas com deficiência intelectual a serem reconhecidas enquanto sujeito com vontades, direitos, deveres e opiniões”, esclarece Elen Mariz, gerente de Defesa de Direitos e Apoio a Família.

“Todos passarão a ter mais voz e mais atuação e o programa vai trabalhar as capacitações a partir das vivências de cada um deles. Vamos medir o saber de todos e não apenas sermos detentores do conhecimento. Vamos estimulá-los cada vez mais”, explica Izabella Paulino Amaral, gerente do Trabalho, Emprego e Renda – TER.

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