De setembro a outubro, os alunos da Escola Oficina  Sofia Antipoff, da Apae de Belo Horizonte, participaram do “Circuito do Conhecimento”. Projeto desenvolvido em parceria com os alunos do curso de Engenharia Química, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Puc Minas, dentro da disciplina de Prática Curricular de Extensão. Sob orientação, os universitários estiveram presentes na ApaeBH, em dias previamente agendados para executar os projetos. Participaram 76 universitários que foram divididos em grupos com temas referentes aos processos da química em nosso dia a dia. Para encerrar esse ciclo com chave de ouro, será realizado no dia 09 de novembro, na sede da instituição a Feira de Ciências com os projetos realizados.

Professora há mais de 50 anos, Claudete Botaro, sempre teve como ideal levar as chamadas ciências naturais, como biologia, física e química a todos. Segundo ela, para que o acesso ao conhecimento seja motivador, as pessoas devem compreender que as ciências naturais não estão somente nos livros ou laboratórios, mas principalmente no cotidiano. Sendo assim, surgiu a ideia de propor uma atividade de extensão com a Apae-BH. “Nestes anos de docência, conheci projetos em todas as áreas sociais que usam principalmente o esporte, a dança e a saúde, entretanto, nunca conheci um projeto que tivesse como tema a CIÊNCIAS NATURAIS”, ressalta.

Para a realização do projeto, os universitários passaram por duas etapas. A primeira, foi uma palestra realizada pela diretora da Escola Oficina Sofia Antipoff, Lucianna Gontijo, na PUC/Minas. Na ocasião, Gontijo apresentou o funcionamento da escola, os ideais, objetivos, qualidades e principalmente as dificuldades. Na semana seguinte, os universitários, passaram uma manhã na escola conhecendo a equipe escolar, discutindo propostas de intervenção e atividades a serem realizadas.

Já na segunda etapa, os universitários, fizeram pesquisas teóricas e experimentais, sobre como apresentar o tema escolhido pelo grupo aos alunos da ApaeBH. Após a análise dos relatórios, a equipe pedagógica da instituição selecionou as turmas que mais aproveitariam dos conhecimentos a serem trabalhados.

A partir deste momento, os usuários passaram a ter a presença dos universitários semanalmente. Segundo Gontijo, as ações realizadas na escola com os alunos foram positivas.Todas as ações envolvem os alunos e eles participam diretamente. Afinal, eles são “os protagonistas” deste trabalho. A alegria deles é visível e aprender feliz é um processo assertivo, pois a chance de o aluno esquecer o que aprendeu é mínima”, relatou.

“Em conversas e relatos dos universitários envolvidos no projeto, todos relataram alto grau de motivação em relação às atividades desenvolvidas na APAE. Todos relataram que nunca haviam participado de iniciativa semelhante”, disse Botaro.

A parceria entre a PUC Minas e a Apae-BH possibilitou conhecimento especifico da química no dia a dia dos usuários, através dos experimentos com os universitários.  O convívio entre os alunos contribuiu para a promoção da cidadania, a inclusão e o desenvolvimento social.

 

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