Inserção de PCDs no mercado formal de trabalho através da metodologia do Emprego Apoiado

Dar oportunidades de emprego para pessoas com deficiência (PcD) vai muito além do cumprimento de cotas. Contratar um deficiente (físico, auditivo, visual ou intelectual) é promover uma melhora no ambiente de trabalho, tornando a empresa mais produtiva, além de possibilitar autonomia e independência do contratado e, ainda, gerar impacto positivo perante a sociedade.

Segundo os dados do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho (SFIT) /RAIS, 130.414 pessoas com deficiência, foram contratadas no Brasil em 2017, ano base da pesquisa. Minas Gerais é o segundo estado que mais contrata pessoa com deficiência. Ao todo, foram 12.252 carteiras assinadas em 2017, ficando atrás apenas de São Paulo com 47.414 pessoas contratadas.

Desde 2011, a Apae-BH vem desenvolvendo ações para facilitar a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, através do Emprego Apoiado, metodologia que visa à inserção responsável de PcDs no mercado competitivo e tem como premissas, o direito ao trabalho e a ideia de que todas as pessoas são capazes de realizar algum ofício e serem produtivas.

Esse serviço é personalizado e leva em consideração o perfil vocacional, as capacidades, interesses e desejos de cada usuário e inverte a lógica de “qualificar para incluir” para “incluir para qualificar”, fazendo com que a pessoa com deficiência seja qualificada em serviço.

Recentemente, a instituição realizou a inserção de duas usuárias com deficiência intelectual, no mercado de trabalho: Maria de Fátima e Júlia Priscila. Em maio, suas carteiras foram assinadas e elas estão realizando suas atividades na principal loja da operadora Oi na capital mineira, localizada na rua Tamoios. Izabella Paulino, gerente do Emprego Apoiado da Apae-BH, ressalta: “Fizemos todo o processo, desde as entrevistas, as adequações do cargo, as palestras de sensibilização e estamos acompanhando de perto essa inserção”.

Para Nelcilene Araújo, Analista de Recursos Humanos da Oi, essa assessoria que a Apae-BH presta para as empresas é fundamental. “Eu nunca tinha participado ou promovido um processo seletivo para pessoas com deficiência intelectual. Esse processo foi específico e muito gratificante. Conheci e conversei com muitos jovens que estão à procura de um trabalho, mas a Fátima e a Júlia foram as que se destacaram”, afirmou.

O diretor de Vendas Varejo e Empresarial da Oi, Manoel Campos, explica que “a iniciativa da Oi faz parte do projeto da companhia de garantir oportunidades iguais para todos os extratos da sociedade. As limitações físicas ou intelectuais não tornam as pessoas inaptas para o convívio social e para o trabalho. As empresas podem e devem oferecer oportunidades para elas. Estamos seguros de que as colaboradoras vão oferecer um atendimento excelente aos nossos clientes.”, disse ele.

E Manoel conclui: “Esse projeto é muito maior do que cumprir qualquer cota, é um projeto de inclusão e evolução da nossa sociedade; e não tenho dúvida de que elas estão aptas a cumprirem suas tarefas. Peço que os empresários avaliem e deem oportunidades para essa galera que tem muita coisa para oferecer, não só apresentando resultados. Nós cobramos deles também, ninguém está aqui se fazendo de coitadinho; não é caridade. Estamos dando um futuro para eles e podem contar conosco.

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