Um novo olhar

O supervisor escolar é o profissional responsável pela avaliação de desempenho do docente, sempre se voltando a uma ótica formadora, reflexiva e interativa, fazendo o elo entre os diferentes setores da Escola que cuidam diretamente do ensino e aprendizagem, e das relações entre Escola, Usuário e Família. Na APAEBH, contamos com duas supervisoras pedagógicas que trabalham com os seguintes segmentos: Fundamental Anos Iniciais, EJA Fundamental Anos Iniciais e EJA Fundamental Anos Finais.

O papel destes profissionais é supervisionar todo o processo educativo para que sejam alcançados os objetivos da Educação e da própria escola, orientando os professores em suas funções, desenvolvendo o currículo, selecionando, treinando e auxiliando nas situações de aprendizagem como “ensino de qualidade” e “qualidade de vida”.

A principal estratégia da APAEBH é formar uma grande equipe para promover a comunicação e preparar novas mudanças. Algumas ações são sempre necessárias, como por exemplo, orientações para o desenvolvimento de habilidades de nossos alunos e de nós mesmos, assim como a criação de novas metodologias, novas práticas, metas, conhecimentos, renovando e flexibilizando nossos planejamentos.

O objetivo é amplo, pois vai além da escola. Primeiramente, daremos início à produção do professor – o aprender do aluno – e nos preocuparemos, de modo especial, com a qualidade dessa produção, repassando para a família. Um de nossos objetivos é formar uma ligação entre Escola, Alunos e Família.  Na Escola Oficina Sofia Antipoff, o aluno é motivado a aprender até o seu limite, com um ensino de qualidade e professor para explorar as possibilidades de desenvolvimento de cada um, para melhoria da qualidade de ensino e de vida. No entanto, é importante ressaltar que essas possibilidades de desenvolvimento precisam ter continuidade em casa com ações dos responsáveis para que os efeitos sejam satisfatórios.

Expandir a comunicação e ampliar ações para o aluno, promover a Interação entre teoria e prática, pensamento e atitude, aprender e ensinar, e ensinar e aprender, são alguns dos benefícios.

Observações:

O olhar com o qual o psicólogo Vygotsky nos propõe examinar as possíveis limitações dos deficientes intelectuais não é de complacência ou desânimo; mas, sim, o de uma visão dialética do real, que leve à constatação de que, se existem problemas, existem também possibilidades. E os problemas podem ser uma fonte de crescimento.

Segundo este psicólogo, “um defeito ou problema físico, qualquer que seja sua natureza, desafia o organismo. Assim, o resultado de um defeito é invariavelmente duplo e contraditório. Por um lado, ele enfraquece o organismo, mina suas atividades e age como uma força negativa. Por outro lado, precisamente porque torna a atividade do organismo difícil, o defeito age como um incentivo para aumentar o desenvolvimento de outras funções no organismo; ele ativa, desperta o organismo para redobrar a atividade que compensará o defeito e superará a dificuldade. Esta é uma lei geral, igualmente aplicável à biologia e à psicologia de um organismo: o caráter negativo de um defeito age como um estímulo para o aumento do desenvolvimento e da atividade”. 

 

Luciana Gontijo 

Diretora Pedagógica da Escola Oficina Sofia Antipoff