Os programas de desenvolvimento da criatividade, contribuem para construção de uma sociedade na qual todos tenham acesso às mesmas oportunidades em diferentes âmbitos: na educação, mercado de trabalho, esportes, política, artes e nos relacionamentos interpessoais. Uma pessoa capaz de expressar-se artisticamente é também capaz de participar de modo mais efetivo de seu contexto sociocultural. Pensando assim, um importante veículo para essa construção é o teatro, pois ao adentrar-se na complexidade da individualidade de cada sujeito é possível trabalhar anseios, dificuldades e sentimentos, contribuindo na aprendizagem construção e reconstrução de formas de expressão.

O trabalho com arte teatral é capaz de incentivar as potencialidades latentes de cada pessoa, pois possibilita o desenvolvimento de sua imaginação, criatividade e habilidades de se expressar, socializando seus pensamentos e demonstrando sua singularidade. O teatro possibilita o contato entre pessoas diferentes e é uma oportunidade dada a sociedade de acesso a informações acerca da deficiência em seus diferentes aspectos, tais como habilidades, limitações e oportunidades.

A arte permite demonstrar que, apesar das limitações, as pessoas com deficiência possuem habilidades, sentimentos, desejos e opiniões, como qualquer outra pessoa, ou seja, a arte capacita o sujeito a compreender a realidade e ajuda-o não só a suportá-la como também a transformá-la, aumentando-lhe a determinação de torná-la mais humana e mais hospitaleira para a humanidade (Fischer, 1981, apud Martins, 2000, p. 13).

O exercício da linguagem cênica também se mostra importante para a promoção da saúde física e emocional, pois trabalha o corpo e ajuda a diminuir  o isolamento social, incentivando uma vida ativa, com autoestima positiva e um papel social melhor definido.

A partir dessa perspectiva em 2017, a APAE-BH ampliou o Núcleo Artístico criando o grupo de teatro com o objetivo principal de promover a participação social. Esse trabalho tem demonstrado ser um eficiente de instrumento de inclusão, além de fortalecer a autoestima, as habilidades sociais e promover o contato entre diferentes pessoas, fator indispensável para construção de uma sociedade inclusiva, pois permite aos atores exercitar, a criticidade, a autonomia e a comunicação, surpreendendo e  incentivando os espectadores a se aproximar e conhecer mais sobre a vida da pessoa com deficiência.

Também se observa um impacto das apresentações no público, que pode levar à diminuição de preconceitos e facilitar o processo de inclusão. Nas discussões de avaliação após as apresentações do grupo, tem-se observado o desenvolvimento de senso crítico dos atores e a melhora na qualidade da expressão de suas opiniões, o que pode ser compreendido como um resultado da sua participação no teatro e lhes confere o constante exercício da autonomia e cidadania.

Confira as fotos da esquete intitulada “Protagonistas de nossas vidas, responsabilidade com deveres e compromissos, Liberdade de escolha e participação na comunidade” apresentada no  XIV Congresso da Rede Mineira das Apaes e o IV Fórum de Autogestão, Autodefesa e Família, realizado pela Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais no dia 01 de novembro no Centro de convenções do Dayrell Hotel em Belo Horizonte.

Referencia:

MARTINS, Alice Fátima. A Arte no Contexto Escolar: um Espaço de Exercício da Cidadania e, nela, de Alteridade. In: Revista Integração – Ministério da Educação/ Secretaria de Educação Especial, ano 12, edição especial, pp. 12 – 15, 2000.

Sanderleia Rodrigues
Gerente do Centro Dia da Apae-BH

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